3.1.12

sim, ela vem pela manhã...

não digo que a noite acabou.
pode ser que só tenha começado.
mas esses dias de descanso, família e inverno me mostraram que a manhã, mesmo que tardia, chega.
e com ela, o fim da tristeza.

como disse um amigo, "é ruim sair mas é tão bom chegar..."
sou obrigada a concordar!
é evidente:

o cenário nú, gelado e quase monocromático,





o natal,




os caprichos e delicadezas da mã,




as guloseimas:




a família,



o aconchego,









 as celebrações,



 2012 começa sorrindo...


ps: ainda por cima, eu tenho o george clooney versão recife em casa :)

audição de férias #1: arvo pärt

                                         

pensei em postar um vídeo para mostrar sonoramente do que se trata.
mas não.
melhor não.

disco ouvido do começo ao fim, sem pausa.
polifonia, coro...
mas já adianto: é pra ouvir no silêncio. 
no mistério e escuro do silêncio.
a vida precisa desses momentos.

como foi profundo esse homem.
como é hesitante, intensa e reticente a sua música.
é de sair da terra e ir pra algum outro planeta...

"patinando"

foi engraçado e tudo, mas foi feio... rs!
literalmente, "patinei" no gelo.
qual a graça dos patins, frio, pista se não se sabe sair do lugar sem cair?

nesse inverno (de meia tigela), talvez eu me dedique aos esportes nórdicos.

o que salvou foi a diversão e o imenso contentamento do meu sobrinho que transbordava gargalhadas cada vez que um de nós se desequilibrava, enquanto ele já estava no chão há muito tempo :)





"sinto muito por você não ter nascido na áustria (...)"


depois de algumas aulas trabalhando com o mestre friedrich goulda em algumas obras escritas por compositores austríacos (e claro, exaurir suas possibilidades interpretativas), a pianista argentina martha argerich ouviu a frase do título do post.

se ela que é ela ouviu isso, ó céus...
pobres de nós!

lendo esse texto hoje, lembrei de quando martha comentou sobre o assunto de nacionalidade e interpretação musical num documentário...
ainda bem que, depois de ouvir essa frase ela não desistiu, mesmo sendo tão jovem, de deixar bem à mostra toda a sua "latinidade", que na realidade, é o tempero que a torna tão especial...

nos escritos abaixo, o regente mark wigglesworth, como sempre, é magistral:
Passport to play 
How do national characteristics affect music-making?
Mark Wigglesworth 12:32pm GMT 24th November 2011


I'm often asked whether orchestras around the world vary from one to another. My reply, like most people's answers to interesting questions, is yes and no.

As individuals, from whatever country or culture, the musical differences between players are negligible. Given how much time musicians spend practising over and over again the same music from the same region from the same period of time this is not particularly surprising. The vast majority of orchestral music was written in a span of roughly two hundred years within a geographical area not much more than a third of the size of Europe. It is inevitable that the musical personalities that this attracts and influences develop huge similarities.
The classical music world is a much smaller place than it used to be. Recordings, and the ease of hearing them, mean that almost anyone can hear almost anyone else's performance. Young people can travel to study abroad without much trouble and today's abundance of international youth orchestras allows for a far greater exchange of ideas at a crucial stage in a musician's development than ever used to be the case. Whether it's a good thing or a bad thing is a matter for debate but the reality is that orchestras and musicians sound a lot more alike than they used to.
But, put a hundred players into an orchestra and as a group their national characteristics reveal themselves with all the obvious differences of that particular country's identity. With apologies for stereotypical generalisations, it is hard for me not to be aware of the work ethic of the Japanese orchestras, the style of the Italians, the passion of the Hungarians, the discipline of the Americans, the sophistication of the Swedes, the teamwork of the Dutch, the freedom of the South Americans, the cultural confidence of the Germans, the 'no-worries' Australians, and the English…well being English myself I couldn't possibly comment.
How much I need to adjust what I do in order to connect with each orchestra is another two-fold answer. As a musician, not really at all. I believe there is a right sound and style for each composer and try to broadly re-create that wherever I go. But the means of achieving this varies hugely from country to country. One nation's joke is another's awkward moment. Ending a rehearsal too soon in one place is as bad as using every minute of it in another. Whereas you might need to draw more expression out of discipline in one city, you could find yourself having to encourage more focus within the passion of another.
A musical score is a passport to a foreign adventure and I feel fortunate to be able to experience so many different ways of achieving an essentially similar goal. It seems there is no right way to make music. It is an international language that no one can claim as their own and which everybody speaks with their own accent. There is something wonderfully healthy about this truly global equality.


texto tirado daqui :) 

1.1.12

hugo

"if the entire world was one big machine, I couldn't be an extra part (...) if you lose your purpose, it's like you're broken. but there's no one so broken they can't be fixed, and no one so lost they can't be found (...)"

olhares e diálogos.
inverno, gare du nord e paris...

corre e assiste!!!


31.12.11

um cartão de família :)

são esses nossos votos!
ah, se não fosse essa família minha...

:)

em 2012, eu quero:


mais retratos do sol se pondo às sextas-feiras, sem serem tirados das alturas, durante um voo;
mais amoras, framboesas, cerejas e mirtilos;
mais horas debruçada sobre as teclas yamaha;
mais tempo pensando no que é, e não no que foi ou será;
mais páginas escritas no circle book, mais músicas"recebidas", mais tempo pra minha sensibilidade;
mais alegrias compartilhadas, mais palavras em conjunto, mais comunidade;
mais coragem para falar o que existe de bom no outro;
mais canto, mais encanto;
mais lugares distantes e belos;
mais gratidão, mais generosidade, mais consciência;
mais qualidade de vida na paciência;
mais foco no que tenho, mais confiança nEle;

menos atenção às decepções...
menos medo de andar de "olhos vendados";
menos dias que começam às 6:00 am;
menos exigências, igual eficiência.


entendi que fazer lista de desejos só funciona quando sei que cada ítem depende dEle e de mim.
o que depende dos outros não deve constar...
que eu mude o que quero mudar e continue o que quiser continuar consciente das minhas capacidades e limitações. 
pra que eu me torne o que quero ser, sabendo quem sou. pra que eu  peça a direção do Eterno entendendo que bênçãos e milagres são especialidades dEle, e não minhas!

é mais fácil deixar que Ele faça o que tem de fazer se o diálogo é sincero.
que todas essas minhas vontades sejam as dEle. se alguma não for, que eu tenha o coração aberto para alterar essa lista, sem dor ou lágrima. 

e que todas as listas dos anos subsequentes sejam escritas segundo os ditames da Sua voz...
Ele sabe e me conhece.
queria que escrevesse por mim...


feliz 2012 :)

28.12.11

pra amanhã, ou depois...





tantos lugares bonitos no mundo.
alguns, são reservados...

ontem,

no carro, durante a audição de um disco antigo e maravilhoso, o pá comenta: "não tem jeito, o que é bom é pra sempre..."

e é.
ele sempre soube disso, e difundiu em todos nós esse conceito, de não fazer música pra hoje, nem pra amanhã...

é só fazer o que é bom, e Ele, Senhor do tempo, entrega isto ao infinito...

das perseguições

já estou no quarto disco comprado, e basicamente todo ouvido.
isso é uma vitória.
mas com pat metheny, não tem como não ser.

eu demoro pra conseguir ouvir um álbum inteiro, mas depois de faze-lo, algumas músicas me perseguem, colam em mim.

essa é uma delas.
tanta, tanta beleza...

tenho várias outras.
fazia tempo que não postava música aqui.
tenho ouvido tantas, e falado menos, bem menos...
talvez seja essa a razão.

compartilho então, meu grude; um grude lindo:

25.12.11

25.12.2011

7 dias atrás, vim de mudança para os estados unidos.
por razões cívicas, para que eu também seja cidadã desta terra nórdica.
será um post breve, de poucas palavras. ainda não sou tão fluente no assunto.
o plano é continuar indo ao brasil pelo menos de 3 em 3 meses.
não vou parar de cantar.

cheguei aqui com algumas malas e alguns vazios.
o frio, a família, a vista do meu quarto e o natal preencheram o suficiente por ora.
o futuro nas mãos dEle, e eu sei...
o ímpeto de duvidar é constante, mas quando olho pra janela, seja ao acordar ou ao deitar, e miro o que está além do vidro, eu não duvido.

Ele sabe.
me deu essa vista.



me deu tanto...
me dá muito mais.
me deu esse dia, pra que eu me lembre o quando doou e continua doando.
pra que eu esqueça as reclamações e reflita no trajeto pelo qual me conduziu até agora...
obrigada!

feliz natal...

19.12.11

4

no ensino médio, moramos juntas.

e daí por diante, nunca mais nos separamos.
moramos em continentes diferentes, ficamos até anos sem nos reunir (o quarteto completo), mas sexta passada esse evento aconteceu. 

última sexta aqui no apartamento 33. e as 4 compareceram. 
cada uma de um canto.
e eu vou pra longe, mas não importa!
elas sempre são, sempre serão.

quando vejo essas fotos, eu agradeço à Deus, que me presenteou com com essa preciosidade, de poder viver relacionamentos genuínos que perduram; e por ter descoberto isso numa fase em que eu nem sabia o quanto essas verdades fazem diferença na vida como um todo e como doem quando se dissolvem.... 

cada haste com sua característica, diferente, e ainda assim, esse é um quadrado perfeito!

obrigada, minhas amigas lindas, pela visita, pela despedida.
o meu amor por vocês permanece, como já o é desde aqueles dias de adolescência...












14.12.11

home & xmas

this year, i'll actually be home for xmas...

ondina lobo

fotos da visita da escola em que trabalho à esse asilo.

cantamos, entregamos flores...
os velhinhos até tocaram sininhos conosco!

gente que já viveu e viu tanto...
tomara que nossas canções de feliz natal tenham iluminado aqueles corredores, que para eles, com certeza, são escuros....















13.12.11

email

qual é o meu prazo??
to afundada em coisas pra fazer na escola, lançar notas no sistema, chorar com os alunos, ganhar presentes deles, pensar no que fazer com esses presentes (não vai dar pra levar tudo), empacotar minha vida inteira em 8 malas...
até quando posso te mandar?



esse foi o email que mandei para o marcel, ontem, em resposta ao que ele me escreveu cobrando o post novo do blog do novo tom, que supostamente, deveria ter sido meu semana PASSADA!

elabora-lo-ei!
mas é verdade, o tempo corre de mim...

7.12.11

de ontem, ao telefone


"não posso levar meu piano, mas não quero me desfazer dele. decidi deixar com vocês porque sei que vão usá-lo e ele não vai ficar parado. seria algo parecido com um empréstimo... precisa afiná-lo pelo menos uma vez por ano. mas nesse caso, já que vai ter mudança e tudo mais, seria melhor a cada 6 meses."

(...)

"ah! e cuida bem dele. foi meu presente de aniversário quando completei 10 anos..."

desligo o telefone.
lágrimas, muitas lágrimas.

drama à parte, eu já tenho outro lá na neve me esperando.
mas piano é que nem gente.
um não substitui o outro, mesmo que este não seja o melhor do mundo!

a vida e seus desapegos...

christmas program 2011

são duas noites de programa de natal com as "minhas" criancinhas!
ontem foi a primeira e hoje a última.

última...

if i could

nesses dias de extremo cansaço e um ainda leve clima de despedida, tenho deitado na cama pronta pra acordar no dia seguinte, mas o corpo ainda elétrico não desliga assim tão facilmente.

é preciso mais calma, mais paz...rs!

obrigada pat, por mais essa riqueza.
por me acalmar e encher meus ouvidos e minha alma :)