Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens

14.5.13

de coelho a ser mãe

olhando pra varanda daqui de casa, avistei um coelhinho pulando.
achei tão bonitinho...
então meus pensamentos começaram a vagar por caminhos que nem sei, e então lembrei que coelho neto escreveu um poema bonito sobre as mães...rs!
hahaha! a mente é uma coisa fantástica!

fica aqui, minha homenagem atrasada a todas as mães, em especial a mais linda de todas, que é a minha :)


Ser Mãe 
de Coelho Neto
Ser mãe é desdobrar fibra por fibra 
o coração! Ser mãe é ter no alheio 
lábio que suga, o pedestal do seio, 
onde a vida, onde o amor, cantando, vibra. 

Ser mãe é ser um anjo que se libra 
sobre um berço dormindo! É ser anseio, 
é ser temeridade, é ser receio, 
é ser força que os males equilibra! 
Todo o bem que a mãe goza é bem do filho, 
espelho em que se mira afortunada, 
Luz que lhe põe nos olhos novo brilho! 

Ser mãe é andar chorando num sorriso! 
Ser mãe é ter um mundo e não ter nada! 
Ser mãe é padecer num paraíso! 

13.12.12

jorge luis borges

no meu aniversário de 2011, ganhei como um dos meus presentes o livro da areia, do escritor argentino jorge luis borges.

há pouco, encontrei esse vídeo em sua homenagem, gravado nas ruas de buenos aires e de capilla del señor, no inverno de 2010.

bonito...
mais bonito ainda é o que ele fala no fim...

24.1.12

do poeta filho do inverno


ele está em mim, na arte, na música, na poesia...
4º post consecutivo sobre essa estação.
sinal de que é hora de vivê-lo nos sonhos e no peso e aconchego das cobertas.

mas nessa noite, que tanto falei de sua "brancura e quietude", essa declaração não podia faltar.
coisa linda essa suspeita da poesia encontrando o poeta nele;
no nosso inverno...


"foi nessa idade que a poesia me veio buscar
não sei de onde veio
do inverno, de um rio
não sei como nem quando
não, não eram vozes
não eram palavras
nem silêncio
mas da rua fui convocado
dos galhos da noite
abruptamente entre outros
entre fogos violentos
lá estava eu sem rosto
e fui tocado."
                                  , pablo neruda


boa noite :)

5.10.10

uns versos


O poeta vai ao jóquei

O que me agrada, o que pleiteio,
não é das duplas o rateio,
nem placês nem pules miríficas,
mas tão-somente, nas magníficas
tardes de ouro outonal da Gávea,
ter a meu lado, calma e suave, a
que nos loucos páreos do amor
me faz vencido e vencedor.

Carlos Drummond de Andrade
(1902-1987)

26.8.10

aos 11 anos


folheava um dos meus cadernos de poesia da pré-adolescência dia desses.
é engraçadíssimo observar agora como eu desejava controlar as palavras; possuí-las.
foi bom ter guardado esses escritos.
isso mostra que as palavras sempre me atrairam, sempre foram especiais.
aí vai um poema cheio de erros graves de português, mas eu dou uma licença poética pra pirralha de 11 anos que escreveu isso ;)


dê valor
dê valor ao que tens;
ao que o hoje te dá,
aos teus olhos que vêem
e à palavra amar.
dê valor ao coração,
à pessoa a quem amas.
pois muita gente em solidão,
te implora o que reclamas.
dê valor ao teu tempo,
à tudo o que mereces.
ao que o ontem te mostrou,
e ao que o amanhã te oferece.
por fim, dê valor, valoriza-te
e te deixe ser valorizado.
pois o tempo e curto
e depois, chorarás o valor não
dado.


hahaha! depois eu posto outros.

ps: pequeninina, era esse que eu não conseguia achar aquele dia. estava dentro do circle book, meio amassado, perdido na parte em branco.