14.10.10

beethoven


dei uma aula sobre beethoven hoje.

minha relação com sua música foi paulatina. quando pequena, toquei mas não entendia.
na adolescencia, continuei sem entender, e achava meio quadrado, meio estranho. não sabia interpretar. sua música sempre foi obrigatória. sempre vi, ouvi.

então a faculdade me desvendou os olhos cobertos.
um gênio e sua música que não sai de moda.
o típico músico que começou seguindo a onda do que era feito na época, seguindo os padrões respeitados e apreciados.
mas ele tinha aquilo que chamo de "verdade" dentro de si. não se contentou em agradar.
era mais do que isso. inovar, criar...

foi exatamente o que fez. da sua segunda fase em diante (dividimos a obra de beethoven em 3 fases), já é possível distinguir sua música de qualquer outra.
é muito pessoal.
além de toda a sua genialidade harmônica e habilidades de composição, ele ainda conseguiu ascender o músico a posição de artista, e não um operário das cortes, como antes eram.

como me diziam meus professores, beethoven começou clássico e morreu "apaixonado". a transição para o romantismo não poderia ter acontecido de outra maneira.
eu amo, amo várias obras suas.
mas amo mesmo, de colocar no ipod e ficar ouvindo a caminho do trabalho.
entre elas, o concerto triplo, a sonata waldstein, o 4º concerto para piano e orquestra e tantas outras (tantas mesmo!) - pra assistir, é só clicar nos nomes das obras ;)

surdo, estranho, agressivo, louco. a sociedade sempre falou. mas as falas todas se esvaíram e o que ficou foi sua nobre música.

ps: abaixo, a primeira parte de um filme que passei para os alunos hoje. um documentário fantástico da bbc, em inglês. bem escrito. fica a dica. (beethoven, the rebel)




Um comentário:

  1. meu primeiro contato com música erudita foi com Beethoven. através do 4º movimento da 9ª sinfonia. já contei um pouco disso em outro comentário aqui no seu blog. eu fazia parte do coral e foi, até hoje, a maior experiência que tive com música. ouvi tantas vezes que cheguei a decorar muito das vozes dos instrumentos, dos naipes do coral e dos solos. fechava os olhos e viajava ouvindo o som.

    assisti ao filme "O Segredo de Beethoven" e chorei na execução da obra. lembrei do primeiro dia no coral (09/2005), das aulas de pronúncia do alemão, dos ensaios separados por vozes, dos ensios gerais, dos ensaios com a orquesta e solistas (esses foram tão raros), e finalmente da apresentação (30/11/2005). que orgulho eu senti! foi uma honra. foi gravado até um cd que, por incrível que pareça, ainda não ouvi. pedi uma amiga que levasse pra faculdade pra eu gravar para mim, já que nem é mais vendido. falarei com ela amanhã. fiquei ansioso. ;)

    beijos, Laura

    ps: deixei um comentário no post entitulado "Brahms de hoje". please, take a look. ;)

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