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24.6.14

arte das terças: johannes vermeer

muitas terças depois, e o "arte das terças" está de volta.

em 2012, fiz um relato sobre minha visita ao museu do louvre. nele, falei rapidamente sobre minha passagem pela ala das pinturas holandesas.

pois bem! minha maior curiosidade em ir ao louvre sempre se deu devido a vontade de ver ao vivo as pinturas de johannes vermeer, que é o nosso pintor de hoje.

foi um artista holandês do século 17, e por séculos, intrigou a crítica e o público interessado em arte pela luminosidade incomum que suas pinturas têm. essa é uma característica que se repete invariavelmente em sua obra.

outro traço intrigante é a quantidade de detalhes e de cores que geralmente o olho humano não pode perceber! tudo isso, ele conseguia incluir em suas telas. nenhum de seus contemporâneos conseguiu reproduzir essa riqueza de detalhes e matizes, que faz com que os quadros de vermeer pareçam imagens fotográficas.

eis aqui algumas de suas obras mais famosas:

girl with a red hat

os próximos dois estão no louvre, e foram os que eu vi quando fui :)

the lacemaker

the astronomer
the music lesson

women with a water jug

e o mais famoso de todos (tem até filme sobre esse, que diga-se de passagem, é ma-ra-vi-lho-so!):

girl with a pearl earing

quando cheguei ao museu do louvre, passei pela monalisa. mas tinha tanta, tanta gente, que fui procurar refúgio na ala das pinturas holandesas, onde vermeer reina! :) 

essas foram as fotos que eu tirei dos quadros dele expostos lá.
são bem pequenos (isso foi decepcionante), mas realmente a luz que ele conseguia trazer para as suas telas é impressionante!!!!




a verdade é que há tempos, estudiosos desconfiam que vermeer era um intelectual, que se utilizou da mais avançada tecnologia da época para aprimorar sua técnica. o que sempre se soube, é que ele usava a camera obscura, que seria um ancestral da câmera fotográfica que temos hoje. há livros e estudos publicados sobre o assunto.

mas um inventor sagaz chamado tim jenison foi mais a fundo, e resolveu ir `as últimas consequências para descobrir a técnica que vermeer usava!!! essa jornada começou em 2008 e durou 5 anos, transformando-se num filme chamado "tim's vermeer", lançado semana passada :)

tive a alegria de assisti-lo anteontem (meu pai comprou e assistimos juntos), e fiquei absolutamente embasbacada com a inteligência desse inventor!!! no filme, ele alega que vermeer não usava somente a camera obscura, mas usava uma combinação de lentes, luz e espelhos para conseguir pintar tão perfeitamente quanto uma imagem fotografada! para provar isso, tim jenison reproduziu fisicamente o cenário do quadro "the music lesson", e mesmo sem ser pintor, se propôs a pintar o mesmo quadro usando essa técnica!!!! e CONSEGUIU!!!!!!!! é impressionante!!!!!!

vale MUITO a pena assistir!!!

eis aqui o trailer :)



o ponto de tudo isso é provar que a tecnologia e arte não são rotas opostas, e podem sim, andar de mãos dadas, se o objetivo é atingir o melhor resultado possível!

e palmas pra johannes vermeer, que no século 17, conseguiu desenvolver uma tecnologia de pintura que consagrou sua obra, diferenciando-o de tudo o que existia em seu tempo! :)

28.2.14

o mundo da música chora por vc, paco...


pude assisti-lo em 2012....
e esses dias, ele se foi.

que semana triste!

fica aí, a minha lembrança em vídeo... um vídeo tremido e ruim, e uma música que nunca mais existirá...



1.7.13

"a terceira margem do rio"...

hoje foi noite de guimarães rosa pra mim...

reli uns pedaços favoritos de "sagarana" e li pela primeira vez o conto do título aqui...
tão triste quanto bonito.
mas essas duas coisas me assaltaram com tanta força, que acho que não consigo dormir.
e amanhã tenho médico cedo...

vou copiar e colocar tudo aqui.
uma escrita fina e regional.
tão sensível que a leitura não é um mergulho; é um afogamento.

se você não quer esse sentimento duplo de tristeza e encanto, não leia.


A Terceira Margem do Rio
Guimarães Rosa

Nosso pai era homem cumpridor, ordeiro, positivo; e sido assim desde mocinho e menino, pelo que testemunharam as diversas sensatas pessoas, quando indaguei a informação. Do que eu mesmo me alembro, ele não figurava mais estúrdio nem mais triste do que os outros, conhecidos nossos. Só quieto. Nossa mãe era quem regia, e que ralhava no diário com a gente — minha irmã, meu irmão e eu. Mas se deu que, certo dia, nosso pai mandou fazer para si uma canoa.

Era a sério. Encomendou a canoa especial, de pau de vinhático, pequena, mal com a tabuinha da popa, como para caber justo o remador. Mas teve de ser toda fabricada, escolhida forte e arqueada em rijo, própria para dever durar na água por uns vinte ou trinta anos. Nossa mãe jurou muito contra a idéia. Seria que, ele, que nessas artes não vadiava, se ia propor agora para pescarias e caçadas? Nosso pai nada não dizia. Nossa casa, no tempo, ainda era mais próxima do rio, obra de nem quarto de légua: o rio por aí se estendendo grande, fundo, calado que sempre. Largo, de não se poder ver a forma da outra beira. E esquecer não posso, do dia em que a canoa ficou pronta.

Sem alegria nem cuidado, nosso pai encalcou o chapéu e decidiu um adeus para a gente. Nem falou outras palavras, não pegou matula e trouxa, não fez a alguma recomendação. Nossa mãe, a gente achou que ela ia esbravejar, mas persistiu somente alva de pálida, mascou o beiço e bramou: — "Cê vai, ocê fique, você nunca volte!" Nosso pai suspendeu a resposta. Espiou manso para mim, me acenando de vir também, por uns passos. Temi a ira de nossa mãe, mas obedeci, de vez de jeito. O rumo daquilo me animava, chega que um propósito perguntei: — "Pai, o senhor me leva junto, nessa sua canoa?" Ele só retornou o olhar em mim, e me botou a bênção, com gesto me mandando para trás. Fiz que vim, mas ainda virei, na grota do mato, para saber. Nosso pai entrou na canoa e desamarrou, pelo remar. E a canoa saiu se indo — a sombra dela por igual, feito um jacaré, comprida longa.

Nosso pai não voltou. Ele não tinha ido a nenhuma parte. Só executava a invenção de se permanecer naqueles espaços do rio, de meio a meio, sempre dentro da canoa, para dela não saltar, nunca mais. A estranheza dessa verdade deu para. estarrecer de todo a gente. Aquilo que não havia, acontecia. Os parentes, vizinhos e conhecidos nossos, se reuniram, tomaram juntamente conselho.

Nossa mãe, vergonhosa, se portou com muita cordura; por isso, todos pensaram de nosso pai a razão em que não queriam falar: doideira. Só uns achavam o entanto de poder também ser pagamento de promessa; ou que, nosso pai, quem sabe, por escrúpulo de estar com alguma feia doença, que seja, a lepra, se desertava para outra sina de existir, perto e longe de sua família dele. As vozes das notícias se dando pelas certas pessoas — passadores, moradores das beiras, até do afastado da outra banda — descrevendo que nosso pai nunca se surgia a tomar terra, em ponto nem canto, de dia nem de noite, da forma como cursava no rio, solto solitariamente. Então, pois, nossa mãe e os aparentados nossos, assentaram: que o mantimento que tivesse, ocultado na canoa, se gastava; e, ele, ou desembarcava e viajava s'embora, para jamais, o que ao menos se condizia mais correto, ou se arrependia, por uma vez, para casa.

No que num engano. Eu mesmo cumpria de trazer para ele, cada dia, um tanto de comida furtada: a idéia que senti, logo na primeira noite, quando o pessoal nosso experimentou de acender fogueiras em beirada do rio, enquanto que, no alumiado delas, se rezava e se chamava. Depois, no seguinte, apareci, com rapadura, broa de pão, cacho de bananas. Enxerguei nosso pai, no enfim de uma hora, tão custosa para sobrevir: só assim, ele no ao-longe, sentado no fundo da canoa, suspendida no liso do rio. Me viu, não remou para cá, não fez sinal. Mostrei o de comer, depositei num oco de pedra do barranco, a salvo de bicho mexer e a seco de chuva e orvalho. Isso, que fiz, e refiz, sempre, tempos a fora. Surpresa que mais tarde tive: que nossa mãe sabia desse meu encargo, só se encobrindo de não saber; ela mesma deixava, facilitado, sobra de coisas, para o meu conseguir. Nossa mãe muito não se demonstrava.

Mandou vir o tio nosso, irmão dela, para auxiliar na fazenda e nos negócios. Mandou vir o mestre, para nós, os meninos. Incumbiu ao padre que um dia se revestisse, em praia de margem, para esconjurar e clamar a nosso pai o 'dever de desistir da tristonha teima. De outra, por arranjo dela, para medo, vieram os dois soldados. Tudo o que não valeu de nada. Nosso pai passava ao largo, avistado ou diluso, cruzando na canoa, sem deixar ninguém se chegar à pega ou à fala. Mesmo quando foi, não faz muito, dos homens do jornal, que trouxeram a lancha e tencionavam tirar retrato dele, não venceram: nosso pai se desaparecia para a outra banda, aproava a canoa no brejão, de léguas, que há, por entre juncos e mato, e só ele conhecesse, a palmos, a escuridão, daquele.

A gente teve de se acostumar com aquilo. Às penas, que, com aquilo, a gente mesmo nunca se acostumou, em si, na verdade. Tiro por mim, que, no que queria, e no que não queria, só com nosso pai me achava: assunto que jogava para trás meus pensamentos. O severo que era, de não se entender, de maneira nenhuma, como ele agüentava. De dia e de noite, com sol ou aguaceiros, calor, sereno, e nas friagens terríveis de meio-do-ano, sem arrumo, só com o chapéu velho na cabeça, por todas as semanas, e meses, e os anos — sem fazer conta do se-ir do viver. Não pojava em nenhuma das duas beiras, nem nas ilhas e croas do rio, não pisou mais em chão nem capim. Por certo, ao menos, que, para dormir seu tanto, ele fizesse amarração da canoa, em alguma ponta-de-ilha, no esconso. Mas não armava um foguinho em praia, nem dispunha de sua luz feita, nunca mais riscou um fósforo. O que consumia de comer, era só um quase; mesmo do que a gente depositava, no entre as raízes da gameleira, ou na lapinha de pedra do barranco, ele recolhia pouco, nem o bastável. Não adoecia? E a constante força dos braços, para ter tento na canoa, resistido, mesmo na demasia das enchentes, no subimento, aí quando no lanço da correnteza enorme do rio tudo rola o perigoso, aqueles corpos de bichos mortos e paus-de-árvore descendo — de espanto de esbarro. E nunca falou mais palavra, com pessoa alguma. Nós, também, não falávamos mais nele. Só se pensava. Não, de nosso pai não se podia ter esquecimento; e, se, por um pouco, a gente fazia que esquecia, era só para se despertar de novo, de repente, com a memória, no passo de outros sobressaltos.

Minha irmã se casou; nossa mãe não quis festa. A gente imaginava nele, quando se comia uma comida mais gostosa; assim como, no gasalhado da noite, no desamparo dessas noites de muita chuva, fria, forte, nosso pai só com a mão e uma cabaça para ir esvaziando a canoa da água do temporal. Às vezes, algum conhecido nosso achava que eu ia ficando mais parecido com nosso pai. Mas eu sabia que ele agora virara cabeludo, barbudo, de unhas grandes, mal e magro, ficado preto de sol e dos pêlos, com o aspecto de bicho, conforme quase nu, mesmo dispondo das peças de roupas que a gente de tempos em tempos fornecia.

Nem queria saber de nós; não tinha afeto? Mas, por afeto mesmo, de respeito, sempre que às vezes me louvavam, por causa de algum meu bom procedimento, eu falava: — "Foi pai que um dia me ensinou a fazer assim..."; o que não era o certo, exato; mas, que era mentira por verdade. Sendo que, se ele não se lembrava mais, nem queria saber da gente, por que, então, não subia ou descia o rio, para outras paragens, longe, no não-encontrável? Só ele soubesse. Mas minha irmã teve menino, ela mesma entestou que queria mostrar para ele o neto. Viemos, todos, no barranco, foi num dia bonito, minha irmã de vestido branco, que tinha sido o do casamento, ela erguia nos braços a criancinha, o marido dela segurou, para defender os dois, o guarda-sol. A gente chamou, esperou. Nosso pai não apareceu. Minha irmã chorou, nós todos aí choramos, abraçados.

Minha irmã se mudou, com o marido, para longe daqui. Meu irmão resolveu e se foi, para uma cidade. Os tempos mudavam, no devagar depressa dos tempos. Nossa mãe terminou indo também, de uma vez, residir com minha irmã, ela estava envelhecida. Eu fiquei aqui, de resto. Eu nunca podia querer me casar. Eu permaneci, com as bagagens da vida. Nosso pai carecia de mim, eu sei — na vagação, no rio no ermo — sem dar razão de seu feito. Seja que, quando eu quis mesmo saber, e firme indaguei, me diz-que-disseram: que constava que nosso pai, alguma vez, tivesse revelado a explicação, ao homem que para ele aprontara a canoa. Mas, agora, esse homem já tinha morrido, ninguém soubesse, fizesse recordação, de nada mais. Só as falsas conversas, sem senso, como por ocasião, no começo, na vinda das primeiras cheias do rio, com chuvas que não estiavam, todos temeram o fim-do-mundo, diziam: que nosso pai fosse o avisado que nem Noé, que, por tanto, a canoa ele tinha antecipado; pois agora me entrelembro. Meu pai, eu não podia malsinar. E apontavam já em mim uns primeiros cabelos brancos.

Sou homem de tristes palavras. De que era que eu tinha tanta, tanta culpa? Se o meu pai, sempre fazendo ausência: e o rio-rio-rio, o rio — pondo perpétuo. Eu sofria já o começo de velhice — esta vida era só o demoramento. Eu mesmo tinha achaques, ânsias, cá de baixo, cansaços, perrenguice de reumatismo. E ele? Por quê? Devia de padecer demais. De tão idoso, não ia, mais dia menos dia, fraquejar do vigor, deixar que a canoa emborcasse, ou que bubuiasse sem pulso, na levada do rio, para se despenhar horas abaixo, em tororoma e no tombo da cachoeira, brava, com o fervimento e morte. Apertava o coração. Ele estava lá, sem a minha tranqüilidade. Sou o culpado do que nem sei, de dor em aberto, no meu foro. Soubesse — se as coisas fossem outras. E fui tomando idéia.

Sem fazer véspera. Sou doido? Não. Na nossa casa, a palavra doido não se falava, nunca mais se falou, os anos todos, não se condenava ninguém de doido. Ninguém é doido. Ou, então, todos. Só fiz, que fui lá. Com um lenço, para o aceno ser mais. Eu estava muito no meu sentido. Esperei. Ao por fim, ele apareceu, aí e lá, o vulto. Estava ali, sentado à popa. Estava ali, de grito. Chamei, umas quantas vezes. E falei, o que me urgia, jurado e declarado, tive que reforçar a voz: — "Pai, o senhor está velho, já fez o seu tanto... Agora, o senhor vem, não carece mais... O senhor vem, e eu, agora mesmo, quando que seja, a ambas vontades, eu tomo o seu lugar, do senhor, na canoa!..." E, assim dizendo, meu coração bateu no compasso do mais certo.

Ele me escutou. Ficou em pé. Manejou remo n'água, proava para cá, concordado. E eu tremi, profundo, de repente: porque, antes, ele tinha levantado o braço e feito um saudar de gesto — o primeiro, depois de tamanhos anos decorridos! E eu não podia... Por pavor, arrepiados os cabelos, corri, fugi, me tirei de lá, num procedimento desatinado. Porquanto que ele me pareceu vir: da parte de além. E estou pedindo, pedindo, pedindo um perdão.

Sofri o grave frio dos medos, adoeci. Sei que ninguém soube mais dele. Sou homem, depois desse falimento? Sou o que não foi, o que vai ficar calado. Sei que agora é tarde, e temo abreviar com a vida, nos rasos do mundo. Mas, então, ao menos, que, no artigo da morte, peguem em mim, e me depositem também numa canoinha de nada, nessa água que não pára, de longas beiras: e, eu, rio abaixo, rio a fora, rio a dentro — o rio.

Texto extraído do livro "Primeiras Estórias", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1988, pág. 32, cuja compra e leitura recomendamos.

9.4.13

sobre a música e suas pressões

faz tempo que não re-posto os escritos do regente mark wigglesworth.
lendo seu blog hoje, achei esse tema interessantíssimo e ultra pertinente pra quem faz música.

o que dizer das pressões que todo músico enfrenta? 
neste texto, o autor analisa as críticas e o papel que elas exercem no mundo erudito. 
mas fora dele, mesmo que não sejam escritas, as críticas podem ser cruéis e desinformadas...
como lidar com isso? não adianta fingir que não existe, porque existe e é forte, forte!

tão pertinente a citação que wigglesworth faz de aristóteles no fim do texto, em que o filósofo diz que para evitar a crítica é preciso "não dizer nada, não fazer nada e não ser nada"...

a quem já teve seu precioso tempo se ocupando com esse tópico, e se chateando, eis uma leitura interessante :)

ps: o texto está em inglês, mas nada que o google tradutor não resolva! a leitura vale a pena :)


Press Ups and Downs

A performer’s relationship with the critics is complicated but unavoidable

Mark Wigglesworth 11:31am GMT 8th February 2013
Ask musicians if they read their reviews and they either say yes, or they say no, or they say no and mean yes. It’s a slightly taboo subject but, like it or not, criticism is a fundamental part of the music world. The relationship between performers and critics is symbiotic, an intriguing equilibrium hovering somewhere between wary respect and circumspect appreciation. Performers have the power to move thousands. Critics can validate it to thousands more. Or not.
It’s unfortunate that a critic’s job description carries with it such negative connotations. But without disapproval, approval has no context. No one wants universal castigation, yet there’s also something disturbing about constantly gushing superlatives. Perhaps it’s true that the most interesting performances are those that divide the critics completely.
One of the biggest dangers for performers is to become self-conscious, and though there are things one can learn from what are normally unbiased reactions, over-engaging in reviews makes it harder to avoid that. And opening yourself up to the influence of any number of different opinions can confuse and dilute your own view. Most performers are their best, and certainly harshest, critics and the wider scale of other people’s observations, whether good or bad, shouldn’t out-weigh the value of one’s own personal opinions. There’s plenty to gain from discovering what someone thinks of your work, but in the end there’s probably more to lose.
Unfortunately, avoiding reviews is difficult. Even if curiosity, or vanity, doesn’t prevail, you tend to discover how your performances have been received. It’s funny how there are always plenty of people who mention your good reviews, yet no one lets you know when the opposite is the case. The ominous silence in the days that follow some concerts tells its own story. And however much one can be encouraged that there’s never been a musician who hasn’t been lampooned at some point by someone somewhere, negative criticism undoubtedly has an effect. ‘I pay no attention to anybody's praise or blame. I simply follow my own feelings.’ That’s easy to say if you’re Mozart. After a bad review it’s hard to agree with Oscar Wilde that it’s ‘better to be talked about than not talked about at all’. Most performers are insecure. Self-doubt is a pre-requisite to discovery. But there’s a difference between asking questions of yourself in private and having them answered by others in public.
Nevertheless, dealing with criticism is a small price to pay for the privilege of performing and the two have always gone hand in hand. I doubt Aristotle was being original when he said the only way to avoid criticism is to ‘say nothing, do nothing, and be nothing.’ Hopefully one develops a skin sufficiently thick to stop the jibes getting in, yet thin enough to allow one’s own feelings to still get out. To combine sensitivity with insensitivity and to remain relaxed about the judgements of others isn’t easy. But it’s a worthy goal to have - whether you’re a performer or not.

8.4.13

"the app you've been waiting for"...

sim.

eu, que escrevo a música a mão, ali no piano, apago as notas erradas, rasgo o papel ou danifico uma ou duas linhas da pauta com a falta de experiência provando não ter a habilidade de mozart de arrumar a grafia musical na cabeça antes de passar pro papel... e no fim das contas nunca transferindo nada pro computador.... sim! eu realmente estava esperando por esse app, que será lançado no segundo semestre desse ano de 2013.

escrever a mão digitalmente...
obrigada tecnologia, por atender aos mais lerdos.
sempre tive inveja daqueles que conseguiram manter a criatividade no mesmo nível mesmo com a transição do manuscrito (obrigatório) para o digital...

agora, a inveja acabou.
:)



6.3.13

nostalgia - yoyo-ma + ennio morriconi

já é hora de correr pro embarque.
mas eu quero deixar esse pouco de beleza, que me acompanhou bastante nessas últimas semanas.

eu digo pouco porque é curta a canção, mas nela há baldes e mais baldes de tanta coisa linda....

boom dia :)

22.2.13

a maturidade

poucos dias atrás, eu postava embasbacada sobre esse menino, yoav levanon, que me arrancou suspiros com sua música incrível aos 7 anos de idade.

fuçando, encontrei este outro vídeo.

aqui, ele se apresenta com um porte diferente, muito seguro, numa peça muito mais longa (um CONCERTO pra piano e orquestra), do alto dos seus 8 anos de muito amadurecimento!!

rs...

o incrível é que realmente, em 1 ano, como o som amadureceu... é fácil chegar a essa conclusão não só pela performance do concerto, mas em nível comparativo, é fica claro esse amadurecimento durante o bis, em que ele tocou o impromptu op. 29 n.1 de chopin: o mesmo que tocou nesse primeiro vídeo que postei!
os deslizes são mínimos, e mesmo quando eles ocorrem, yoav parece se enfurecer e faz da performance seguinte algo ainda mais surpreendente. tem muito mais alma e a peça já é mais "dele" do que antes...
de modo geral, ele tende a correr, tocar tudo mais rápido. não só porque ele pode, mas porque isso é típico da idade. nota-se bastante isso no terceiro movimento do concerto...
mas no segundo movimento, quase choro!
que alma, que alma...

segue aí, o concerto para piano e orquestra de joseph haydn em ré maior, por um menino de o-i-t-o anos de idade, que não simplesmente toca, interpreta!

12.2.13

a late quartet

a pérola sugerida pela minha mãe no sábado a noite.

um filme sobre um quarteto de cordas e suas duas facetas: a complicada obra escrita por beethoven nos últimos anos de sua vida (op.131) e dificílima de ser tocada, e os quarto instrumentistas, que por anos conviveram dentro da "selva" da música, lidando com a inveja, ambição, sensibilidade e personalidade de cada um.

pura sofisticação e verdade.
esse filme expressa e-xa-ta-men-te o que é o universo musical.
e cá pra nós, o título "a late quartet" é simplesmente genial!
recomendadíssimo.


história da música

um blog empoeirado...

esses dias, recebo essa pérola do rodrigo coelho no facebook.
muito obrigada!! realmente, tem tudo a ver com o blog...
a história da música todinha compilada num quadro branco, desenhada por mãos habilidosas!!

vale MUITO a pena assistir!!!!

ah! e assistindo o vídeo, eu lembrei de compositores que estudei na faculdade e nunca mais ouvi...
fui correndo pro meu arquivo HM (história da música) no computador pra ouvir coisas de palestrina, lully, purcell,  telemann...

para acessar o vídeo, copie e cole esse link:
http://www.facebook.com/video/embed?video_id=10151483595111414

enjoy :) :)

17.1.13

downton abbey

eu não assito televisão.
mentira...

eu raramente assisto televisão.
passei quase 10 anos da minha vida sem este aparelho, dos quais 8 eu não tinha escolha (internato) e 2 eu realmente escolhi que fosse assim; morava sozinha eu preferia o piano ao televisor.

desde que mudei para os estados unidos, encontrei duas fontes de sucção do meu tempo: netflix e hulu, que são dois sites que contém toda sorte de seriados, filmes, etc. o netflix funciona no brasil e muita gente usa. o hulu não. só nos eua.
na realidade, eu não preciso de televisão. preciso de internet. e então, projeto o conteúdo que encontro lá na televisão.
aí está: eu u-s-o a televisão...haha!

assisto seriados.

e o último, que encontrei literalmente por acaso, é inglês, chama-se downton abbey e é lindo, lindo, lindo, lindo!não só pela história, mas a fotografia, o figurino, os cenários, ai!

começou a terceira temporada nos estados unidos há 2 domingos, e aqui no brasil não consigo assistir (estou no brasil de férias)... eu andava toda feliz porque estava atualizada, assistindo os episódios novos semanalmente, sem nenhum episódio pendente (rs!)... foi então que descobri que como o seriado é inglês, a 3ª temporada na inglaterra já está quase no FIM!!!!!!! 
uma decepção saber que a américa do norte está tão atrasada...rs!
e nessas minhas descobertas, também percebi que o seriado é um sucesso absoluto nos eua, e que essa fotógrafa, que já mencionei aqui no blog, é fã de carteirinha do seriado, e até copia os penteados de uma das protagonistas.

que surpresa! não sabia desse sucesso todo! achei que esse era meu tesouro escondido...rs!

enfim, eis o trailer da terceira temporada:


que ansiedade!!!!!
se alguém já assistiu, não me conte :)

13.12.12

jorge luis borges

no meu aniversário de 2011, ganhei como um dos meus presentes o livro da areia, do escritor argentino jorge luis borges.

há pouco, encontrei esse vídeo em sua homenagem, gravado nas ruas de buenos aires e de capilla del señor, no inverno de 2010.

bonito...
mais bonito ainda é o que ele fala no fim...

12.12.12

ubi caritas real

nos meus dias de universitária (escrevendo assim, parece que faz tanto tempo..rs), o coral do curso de música cantou o moteto ubi caritas et amor na versão do compositor maurice duruflé. (vale a pena clicar e ouvir)...
é linda, maravilhosa...

o belo casal real inglês, william e kate, além de popular, tem ótimo gosto musical, pois teve a felicidade de escolher essa canção, na versão do compositor galês paul mealor (que tem apenas 35 anos e é um monstro da composição!) para sua inesquecível cerimônia de casamento em 29 de abril de 2011. um comentarista disse que essa peça foi apresentada na universidade de st. andrews, onde os dois estudaram e se conheceram, e passou a ser uma favorita do casal.

ontem, encontrei o vídeo dessa performance no youtube e logo pensei em compartilhar aqui no blog.
que coisa linda, linda, linda, linda...

isso aqui é pra deitar, fechar os olhos e absorver cada nota...


:)

ps: esse é o primeiro post que faço de dentro do avião. internet nos aviões = :) :) :)

10.12.12

ravel, o rei (inclusive da transcrição)

semana passada, fui ao kennedy center duas vezes. fazia tempo que não ia (desde junho...rs!).
dupla alegria. esse post será dedicado ao primeiro concerto q assisti, e o segundo concerto, eu descrevi brevemente aqui.

este concerto, entre outras coisas (concerto pra piano de mozart n. 13, la mer de debussy, etc.) teve como parte do programa uma obra maravilhosa de maurice ravel intitulada ma mere l'oye.
ravel é o rei da orquestração, como já mencionei aqui no blog...
compositor francês que teve a capacidade de fazer com que tudo o que escrevesse soasse lin-do!

ouvi a versão orquestral do ma mere l'oye durante o concerto, e fiquei incomodada o tempo todo, com a sensação de que já a conhecia profundamente há tempos. é uma obra famosa de ravel, e eu estava certa de que já a havia ouvido, mas em certos momentos, eu cantava algumas melodias, como se já tivesse ouvido muitas e muitas vezes e internalizado partes da obra... foi então que, lendo as notas do programa, bam! lembrei...

essa peça foi originalmente escrita para dois pianos.
depois, o próprio ravel transcreveu isso, do alto da sua mais refinada virtuosidade, para orquestra.
ele fez isso com várias de suas obras...

e obviamente, eu já havia ouvido nelson freire e martha argerich tocando isso!!..rs... por isso conhecia tão bem...
na realidade, sempre que os dois fazem concerto a dois pianos juntos, tocam essa peça como bis.

então resolvi compartilhar as duas versões.

no primeiro vídeo só piano (que nessa versão está a 4 mãos e não a 2 pianos) e orquestra no segundo.
duas leituras, duas interpretações;
uma obra e um compositor :)





a propósito, nessa noite quem regeu foi um maestro convidado, 36 anos e eslovaco. um gênio! sua performance foi impecável e absolutamente impressionante! chama-se juraj valcuha. viva o leste europeu e a sua música!! :)

29.11.12

raclette

minha tia que mora na suíça está nos visitando.

o inverno está cada vez mais próximo do hemisfério norte, e com a presença radiante da minha tia aqui, não pude deixar de lembrar do típico prato suíço que ela sempre serve quando vamos visitá-la (mesmo quando ela ainda morava no brasil)...

raclette!

mais de meia-noite e eu com essa vontade incontrolável de raclette...

é tão simples..
pra fazer raclette, é preciso dos seguintes ingredientes:

batatas (de preferência pequenas e de casca fininha)



queijos (existe queijo de raclette, mas dá pra usar qualquer um! eu AMO o goulda :)


um aparelho de raclette e ingredientes adicionais como cogumelos, tomates, pimentões, cebola, etc.


a disposição da mesa é assim:


coloca-se o queijo pra derreter na parte de baixo em pequenas pratinhos que parecem colheres grandes, e na superfície quente, há quem coloque as batatas previamente cozidas para manter o calor, e há quem toste os ingredientes adicionais...



quando o queijo derrete, ele é derramado em cima da batata quentinha. então, adiciona-se os ingredientes adicionais e pronto!



pura delícia!
estou com tanta água na boca fazendo esse post que vou ter que encontrar um restaurante suíço aqui pela área de washington dc!!!!!

;)

23.11.12

um achado!

já encontrei pedaços desse recital do nelson nos anos 80 perdidos pelo youtube. ouvi os trois nouvelles etudes (de chopin), a ballade n. 2 (de chopin tb)...
mas são flutuantes. vira e mexe saem do ar, talvez por direitos reservados...
não sei ao certo.

o que sei é que o vídeo da vez é esse, da ballada n. 3!

é incrível a identidade de um intérprete.
tinha acabado de assistir essa peça com um outro pianista tocando.
aqui vem a versão leve, descomplicada, perfumada...
fazer isso com chopin, só o nelson sabe.
e os franceses admitem! :)

16.11.12

o senhor do tempo

comprei um computador novo.
como não vendi o velho, demorei pra transferir arquivos, músicas e fotos de um pro outro.

hoje, organizei minhas músicas, e me deparei com esse disco, e essa canção...
que doce lembrança, que obra!

2.11.12

a inglaterra e a música do século xvi

esse é um post longo.
preguiça de ler?
pule pro próximo...rs :) 
é só uma sugestão...

a história do rei henrique viii da inglaterra me fascina.
desde o 2º ano do ensino médio, quando meu professor de história entrou na sala chamando a catarina de aragão de catarina "dragão", eu sempre me interessei pela dinastia tudor!
henrique viii foi sim um homem meio sem juízo e muitíssimo vaidoso.
sua corte era uma das mais opulentas da europa e esse rei ficou famoso por, em função de uma paixão, romper com a igreja católica, fundar a igreja anglicana e transformar o país, antes católico, num país protestante. assim, ele era não somente rei, mas "papa"de sua nova religião. 
essa descrição resume a palavra "absolutismo", que é o termo que usamos em história para definir um rei que tem poder total político e religioso sobre seu reino.

casou-se 6 VEZES!!
vou dar uma resumida nessa história que mais parece novela:

henrique viii, novinho, assume o trono quando seu irmão mais velho morre. o irmão mais velho era casado com a espanhola e ULTRA católica catarina de aragão, no intuito de fazer aliança política com a espanha, que no século xv e xvi (15 e 16...rs) estava com tudo, descobrindo as américas, e blá blá blá...
cataria de aragão, viúva, casa-se com henrique viii, apesar de ele ser bem mais jovem, alegando que o casamento com seu irmão nunca se consumou (a desculpa do meu professor de história era o fato de ela ser velha e "dragão"...rs).
os dois ficam casados por vários anos e têm uma filha chamada maria tudor.
lembrando que nessa época, a inglaterra era um país católico.
mas, o rei é só tristeza. ele quer um menino, um herdeiro (e também uma rainha mais jovem...rs).
conhece a jovem e ambiciosa ana bolena e se apaixona perdidamente.
muito cheio de vontades, resolve se divorciar.
epa!
mas divórcio não existe nessa época, a menos que o papa autorize.
e claro, o papa não permite esse divórcio.
henrique viii, não satisfeito, rompe com o papa, manda a rainha e a filha pra fora do palácio, casa-se com ana bolena (que é protestante), e funda a igreja anglicana, cujo chefe religioso é ele mesmo! sendo assim, ele pode se casar e descasar quantas vezes quiser, sem maiores problemas... bem como mudar as leis religiosas, etc...
tudo lindo, maravilhoso no amor, mas o país vira um caos, porque os católicos começam a ser mortos, os protestantes destroem as antigas igrejas católicas e relíquias religiosas... um horror! fora isso, uns três anos depois de ter feito essa zona no seu reinado, o rei começa a enjoar da ana bolena...
maaaaasss, um milagre acontece: ela engravida! e o rei explode de felicidade, até...
nascer uma meninA: elizabeth... que decepção. ana bolena ainda engravida mais uma vez, mas perde o bebê.
o casamento está de mal a pior e então, rola uma fofoca de que ela anda traindo o rei... e ele acredita, assim, cegamente.
pronto! manda cortar a cabeça da ana bolena sem dó nem piedade.
ONZE dias depois casa-se com jane seymour! doce e boazinha. 
ela o reconcilia com sua filha maria tudor, e aceita elizabeth! cria as duas.
o rei ama muito essa rainha, que pouco tempo depois, engravida, dá a luz a um MENINO (realizando o sonho do rei), e morre no parto!
henrique viii fica com edward, seu filho, mas sem esposa.
é então que ouve falar de ana de cleves (alemã).
ela é protestante, e o rei nunca chegou a vê-la ao vivo antes de casar-se com ela. manda um pintor do seu palácio pintá-la... mas quando se conhecem face a face (no dia de seu casamento), ele não gosta dela. ficam pouco tempo casados, e ele anula seu próprio casamento (agora não tem papa na jogada), alegando que o mesmo não foi consumado.
aí, o henrique viii a-pe-lou!
conhece uma menina de 17 anos (nessa época ele tinha quarenta e muitos....quase 50!) chamada catarina howard. muito ingênua, ela fica pouco tempo casada com o rei, que a mima muito.
trai o pobre homem; logo, perde a cabeça loura na guilhotina!
mas o rei (que não é brasileiro) não desiste nunca.
sai de uma menina de 17 anos e casa-se com uma viúva chamada catarina parr (catarina pela terceira vez!!!)
sábia, protestante, e correta.
essa consegue viver até a morte do rei.

excêntrico, não?
vaidoso e cheio de ego...
eu não diria que ele era ruim, mas era egoísta.
morreu aos 55 anos (1547).
teve como sucessor direto seu filho edward que ainda era criança. reinou por pouco tempo, morrendo ainda adolescente.
maria tudor, muito católica, foi a próxima na linha de sucessão e quis instituir o catolicismo a todo custo novamente (tinha muita revolta no coração pelas maldades que seu pai fez a sua mãe, renegando seu casamento e sua fé!). por isso, ela matou muita, muita, muita, muita, muita, muita gente (claro! o país agora era protestante...) em nome da fé. foi tanta gente morta que essa rainha ficou conhecida como "bloody mary"...
reinou por curtos 5 anos, e morreu.
a única que sobrou foi a super jovem ana bolena, que muitos consideravam ser a filha bastarda do rei, fruto de um casamento turbulento e não reconhecido pelo papa.
pois essa elizabeth (hoje conhecida como elizabeth I) nunca se casou (sábia mulher, aprendeu com os erros do pai) e reinou a inglaterra por 44 anos, transformando o país na maior potência política e econômica da época!
ah! ela era protestante, e desfez tudo o que sua meia-irmã fez.
fez da inglaterra um país protestante novamente....
tanta briga religiosa para a satisfação do ego!!
parece mentira tanta bagunça numa família só.
pobre rei... tão poderoso e infeliz.

mas uma outra coisa que ele era é músico.
isso eu descobri há pouco tempo.
tocava alaúde e escrevia música.
adorava música boa na corte e ainda jovem, contratou o mais jovem ainda thomas tallis, que tornou-se o músico oficial da corte inglesa. com todas essas bagunças, mortes, mudanças de religião, ele conseguiu sobreviver ao rei henrique oitavo, ao rei edward, à rainha mary tudor e trabalhou na corte até o reinado de elizabeth, deixando muita coisa boa escrita pra gente ouvir até hj! as mudanças religiosas também afetam muito sua obra, que sofre várias mudanças e é majoritariamente eclesiástica.

estudei sobre ele na faculdade e quando estava assistindo um seriado que conta em detalhes essa história toda que narrei e ouvi sua música, fiquei com vontade de compartilhar aqui.

lembrando: século xvi, renascença... 
há tanta beleza... é preciso ouvir com os ouvidos da curiosidade, do aprendizado, e ter em mente que a música que existe hoje não seria possível se não existisse essa, e tantas outras ao longo da história da música. por isso é importante ouvir, aprender, e então, compreender.

pra ouvir mais coisas, é só digitar "thomas tallis" no youtube :)


3.10.12

novo ouvinte: bach

resolvi começar uma série para os novos ouvintes.
aqueles que nunca entraram em contato com a obra de dado compositor.
e aqui, eu dou uma pincelada nas melhores obras pra se começar a criar gosto :)
não prometo que esta será uma série tão recorrente, mas de vez em quando pretendo atualiza-la!

pra começar, o compositor escolhido tem que ser bach!
ele é para a música o que leonardo da vinci é para a arte e shakespeare para a literatura!

se você nunca ouviu a música desse compositor, as obras que o mundo erudito recomenda a serem ouvidas são as seguintes:


  1. Brandenburg Concertos – Concerto Italiano / Alessandrini
  2. Cello Suites – Pierre Fournier (vc)
  3. Mass in B minor – Collegium Vocale, Ghent / Herreweghe
  4. St Matthew Passion – Arnold Schoenberg Choir; Concentus Musicus Wien / Harnoncourt
  5. Well-Tempered Clavier – Edwin Fischer (pf)
  6. Magnificat – Ricercar Consort / Pierlot
  7. Goldberg Variations – Glenn Gould (pf)
  8. Orchestral Suites – Freiburg Baroque Orchestra / von der Goltz
  9. Solo Violin Sonatas and Partitas – Rachel Podger (vn)
  10. Cantatas – Monteverdi Choir; English Baroque Soloists / Gardiner

estas são obras imortais! se você clicar no nome de cada uma, terá acesso a um link com detalhes sobre elas (inscrições em azul). o que está escrito em preto é a sugestão da melhor gravação que existe dessa peça (no caso, com o nome do intérprete).

o período barroco tem a assinatura de bach, e toda a história da música tomou um curso diferente por causa da existência desse homem!
muito religioso e absurdamente talentoso, bach é modelo até hoje.

espero que goste do que ouvir! se você não quiser comprar cds, é só digitar no youtube o nome das obras e há uma variedade imensa de opções pra assitir!!
se quiser, pode comentar aqui no post... eu adoraria ouvir as impressões dos "novos ouvintes"!
e finalmente, se você leu esse post, mas está desconfiado e sem ter certeza de que deve "perder" o seu tempo com essas audições, aqui vão duas amostrinhas :) 



enjoy :)

intouchables

na noite morna de ontem, finalmente assisti esse tão aclamado filme...
uma comédia sobre a vida devolvida a quem já se dizia morto.

história verídica e pura.

quando se tem pouco, é difícil discernir o que realmente importa.
quando se tem "tudo", é fácil perceber o que falta.

corre e assiste.
"intouchables" já está na minha lista de top 10!

9.9.12

pro almoço

na hora do arroz, de colocar a cebola picadinha e o alho pra fritar,e aquele cheiro delicioso perfumar a cozinha... aperte o play e ouça umas das coisas bonitas que grieg escreveu pra alegrar nossa vida!
pode ser que você se sinta inspirado(a) e até transforme o arroz de todo dia em um risotto!!!

:)

(isso já aconteceu comigo...rs! adoro cozinhar ouvindo essa sonata!)

se quiser ouvir sem fazer arroz, tudo bem também!
rs...

a quem interessar, essa é a sonata para violino e piano em fá maior, op.8!

bom restinho de domingo a todos!!!